sexta-feira, 31 de julho de 2009

iConferência

Autárquicas Praia da Vitória - Debate com empresários

Na passada 3ª feira, como representante das Galerias Angra a convite do próprio dono, tive oportunidade de participar no encontro promovido pela Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo que reuniu empresários da ilha Terceira com os candidatos à Câmara Municipal da Praia da Vitória, Roberto Monteiro pelo Partido Socialista, Pedro Pinto pelo Partido Popular e Berto Cabral pelo Partido Social Democrata. A moderação estava a cargo de Luciano Barcelos da RTP Açores.
Pedro Pinto contradizia-se. Num tom bastante arrogante, dizia que o porto comercial da Praia da Vitória estava “às moscas” mas ao mesmo tempo defendia o aumento desse espaço que dizia estar às moscas. Uma pessoa que diz que o porto está às moscas a defender o aumento do mesmo espaço… Não apresentou propostas fundamentais, preocupou-se em dizer não ao investimento na indústria automóvel e de electrónica e sim ao investimento na agricultura. Não vejo as coisas desse mesmo prisma porque considero que se possível devemos investir nas três frentes em simultâneo porque uma indústria dá benefícios que a outra não dá e vice-versa. Não podendo haver conversas entre os candidatos autárquicos, o candidato do CDS preocupou-se em criticar os projectos estruturais levados a cabo pelo Partido Socialista nos últimos 4 anos na cidade de Nemésio.
Berto Cabral foi de longe melhor que Pedro Pinto. Soube apresentar-se, soube explicar as suas ideias e não se limitou a atacar sem ter um programa na base, Mostrou que tinha a lição estudada, ao contrário de Pedro Pinto. Contudo deu muitas ideias que não são novidade para nós, que estão sendo aplicadas noutros concelhos do país e que já foram faladas pela actual autarquia e que vão ser ou já foram aplicadas tais como: desenvolvimento dos transportes, defesa dos interesses do concelho, aposta nas energias renováveis, dar voz aos empresários ao longo do mandato, apoios ao desporto, criação de parques de estacionamento entre outras propostas. Cabral também defendeu o aumento do Porto Comercial.
Já Roberto Monteiro destacou-se muito bem em relação aos outros dois candidatos. Falou do que fez e do que quer fazer. Argumentou todas as suas posições e soube fundamentá-las muito bem recorrendo algumas vezes à lei. Relembrou, entre outros, a criação do gabinete de apoio ao investidor, requalificação das ruas, passeios, praças, iluminação e intenção de centralizar os gabinetes da CMPV na praça Francisco Ornelas da Câmara no edifício onde se encontrava a Caixa Económica da Misericórdia. Também falou de outros passos importantes a dar no nosso concelho, entre eles: nova escola profissional, formação empresarial, ninho de empresas, academia de artes, criação de parques empresariais, construção de novos arruamentos, requalificação da estrada militar, criação de parques de estacionamento e execução de um programa de requalificação social. Falou também na questão do porto comercial. Com vista a dinamização do concelho, Monteiro não pretende alargar o porto existente mas sim criar zonas industriais na Boavista, Lajes e Fontinhas. Mostrou inteligência, apresentou um projecto sólido, importante para o futuro da Praia da Vitória. Futuro este que deve passar, sem dúvida, pelas mãos do Roberto Monteiro com a execução do projecto do Partido Socialista para o concelho.
Depois de ter assistido a este evento, considero que foi uma boa apresentação de ideias e mantenho o meu pensamento de há 4 anos atrás que era e é o facto do Roberto Monteiro ser o melhor candidato para a Praia da Vitória.

Esta geração...

No fim-de-semana anterior à minha partida para os Açores tive oportunidade de estar presente na Convenção Autárquica da Juventude Socialista que teve lugar em Fafe, distrito de Braga. Iniciativas como esta provam que os jovens de hoje não fazem parte da “geração rasca” para a qual muitos adultos tentam empurrar, inclusive ilustres governantes da nossa praça.
Esta é uma geração preocupada, preocupada com o futuro, com as próximas gerações, com os anos que se seguem. Limita-se a procurar soluções para grandes problemas e não adopta a política do “bota abaixismo” que muitos partidos adoptam quando em causa está o futuro do nosso país, da nossa cultura, das nossas gentes. É uma juventude que faz propostas e que pelos seus próprios meios faz chegá-las aos mais altos governantes da nossa sociedade. Não somos uma juventude despreocupada em que os problemas nos passam ao lado ou mesmo por cima de nós sem nos apercebermos.
Criamos e debatemos propostas para a habitação, participação política, educação, ciência e tecnologia, desporto, cultura, lazer, emprego, ambiente, urbanismo, ordenamento do território, preocupámo-nos com o mundo rural e debatemos as temáticas relacionadas com os recursos endógenos. Amigos, não somos a “geração rasca”, simplesmente há quem nos tente apelidar de “geração rasca”.
Nos concelhos a própria blogosfera cria debates por iniciativa própria como vai acontecer 2ª feira, dia 3 de Agosto na Feira Gastronómica da Praia da Vitória com a “iConferência – Imaginando o Concelho” onde estará o Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Roberto Monteiro, o Presidente da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo, Sandro Paim, o Coordenador da ClA Universidade Aberta, Rogério Sousa, e os bloguistas, Miguel Bettencourt, Tibério Dinis e João Cunha.
Os jovens de hoje criam iniciativas como estas e debatem ideias com os mais altos governantes da nossa sociedade, sendo militantes de um partido ou mesmo pessoas independentes. Não gosto que considerem a minha geração como sendo a geração rasca porque os jovens de hoje são, sem dúvida, o futuro do nosso país.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Lançamento da Candidatura de António Costa



Lançamento da candidatura de António Costa à Câmara Municipal de Lisboa – Unir Lisboa. Segunda-feira, 13 de Julho de 2009, 19h no Jardim de São Pedro de Alcântara

Michael Jackson

Vi ontem a emissão especial toda sobre o Rei da Pop. Hoje os videos já estão em partes espalhados pelo youtube.

Aqui está aquele que para mim foi o momento mais marcante:


terça-feira, 7 de julho de 2009

Imparcialidade e Jornalismo

Dediquei-me a uma análise pormenorizada das reportagens que a RTP Açores emitiu relativas às apresentações de candidaturas às câmaras municipais da Terceira. É de todo engraçada a cobertura feita. Sendo assim vou directo ao assunto. Nuno Neves, jornalista, filho do ex-líder do PSD Açores, Carlos Costa Neves (ex-Ministro da Agricultura, Pescas e Florestas de Santana Lopes, ex-candidato à Presidência da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, ex-candidato à Presidência do Governo Regional dos Açores e ex-candidato à Assembleia da República por Portalegre porque nos Açores nada consegue), fez a cobertura da apresentação da candidatura de António Ventura (PSD) à Câmara Municipal de Angra. Provavelmente a presença deste jornalista só veio a ser vantajosa para o candidato à CMAH. Vejamos a reportagem:

Andreia Cardoso (PS) não teve a mesma sorte. Apresentou a sua candidatura sob o olhar de uma jornalista que eu diria que tem se tornado a Manuela Moura Guedes dos Açores, Fátima Parreira (familiar de uma militante do PSD). A reportagem sobre a apresentação de candidatura de Andreia Cardoso não foi nada imparcial. Numa reportagem sobre uma candidatura às autárquicas fala do resultado das europeias quando ambas as coisas nem têm ligação. A própria comentou na reportagem o discurso da candidata. O mesmo já não fez na reportagem da candidatura de Berto Cabral (PSD) à CMPV. Vejamos as peças:
Candidatura de Andreia Cardoso:

Candidatura de Berto Cabral:

A única reportagem feita com rigor e imparcialidade foi a de Marta Silva relativamente à candidatura de Roberto Monteiro à CMPV. Limitou-se a fazer um bom trabalho jornalístico e não um trabalho pseudo-jornalístico onde a posição política é bem clara. Vejam a reportagem:

Com isto quero dizer que os senhores jornalistas precisam ter muito cuidado quando fazem os seus trabalhos. Devem dar prioridade à imparcialidade quando se é jornalista e a um dos primeiros princípios da função de jornalista que é informar. Não é preciso olharem para a CNN ou Sky News, olhem para a RTP em Lisboa como exemplo a seguir.

Por falar em RTP Açores...

Já fora deste assunto da imparcialidade lembrei-me de um pormenor importante que reparei outro dia. Era uma quarta feira, o dia seguinte à noite de São João. Todos nós terceirenses sabemos que as Sanjoaninas de Angra do Heroísmo são as festas profanas mais famosas da região, e mesmo das mais importantes do país a seguir ao Santo António de Lisboa e ao São João do Porto. Como terceirense fiquei indignado quando reparei que esta festa profana que, repito, é a mais importante dos Açores, passou ao lado do programa “Notícias do Atlântico”, exibido na RTPN em directo a partir dos estúdios da RTP Açores. Deram prioridade ao São João da Vila (São Miguel) e a uma festa de São João do Faial quando podem perfeitamente colocar reportagens sobre as festas nos 3 sítios no ar. Sinceramente não percebi esta atitude da RTP Açores quando está em causa divulgar os Açores e a cultura açoriana.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Açores


Autor: "gragos7"

Hino:

Deram frutos a fé e a firmeza

no esplendor de um cântico novo:

os Açores são a nossa certeza

de traçar a glória de um povo.


Para a frente! Em comunhão,

pela nossa autonomia.

Liberdade, justiça e razão

estão acesas no alto clarão

da bandeira que nos guia.


Para a frente! Lutar, batalhar

pelo passado imortal.

No futuro a luz semear,

de um povo triunfal.


De um destino com brio alcançado

colheremos mais frutos e flores;

porque é esse o sentido sagrado

das estrelas que coroam os Açores.


Para a frente, Açorianos!

Pela paz à terra unida.

Largos voos, com ardor, firmamos,

para que mais floresçam os ramos

da vitória merecida.


Para a frente! Lutar, batalhar

pelo passado imortal.

No futuro a luz semear,

de um povo triunfal.

Os dois anos de António Costa

Na passada 6ª feira tive oportunidade de estar presente numa conferência cujo o orador foi o Dr. António Costa, actual Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Falou-se de tudo o que se passou em Lisboa nos últimos dois anos e de facto a Lisboa de hoje não é a mesma de há dois anos atrás que estava super endividada e que não avançava com o tempo, que não tinha a dinâmica que nela podemos observar hoje nos nossos dias.
Falou-se do que se fez e não foi pouco numa câmara preocupada com os problemas dos Lisboetas. Contudo, há que sublinhar que houve projectos estruturantes que não foram executados porque, simplesmente, não foram aprovados pela Assembleia Municipal de Lisboa, cuja maioria pertence ao PSD.
É incrível como é que se pode ter feito tanto em 2 anos. Evidencio alguns passos importantes:
Reduziram a dívida aos fornecedores;
Prazos de pagamentos reduzidos para 192 dias;
Extinção de empresas municipais desnecessárias;
Reestruturação da EPUL;
Reequilibraram a EGEAC, EMEL e GEBALIS;
Redução da despesa em 253,2 milhões em 2008;
Redução do número de assessores;
Redução da frota automóvel de ligeiros;
Definição de regras claras para a atribuição de casas, alienação de património, atribuição de subsídios, atribuição de ateliers e na gestão urbanística aprovámos o Regulamento de Complemento de Lote, o REMUEL – Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação de Lisboa, o Regulamento Municipal de Taxas Urbanísticas e o Regulamento de Cedências e Compensações;
Recuperação e investimento nos pavimentos, assim como calçadas;
Recuperação de 7 miradouros e 16 jardins;
Melhoramentos a nível de limpeza da cidade
Elaboração e aprovação de planos para os sem-abrigo.
Estes estão entre os muitos passos importantes dados pela CML e que visam a recuperação da cidade de Lisboa. Os resultados começam a aparecer, pois, hoje já é possível dar início a alguns projectos importantes para o futuro da capital. Com estas medidas, sem dúvida que a CML entrou no rumo certo porque hoje prepare-se o amanhã. Foram passos fundamentais, aqueles que podemos encontrar e analisar ao pormenor em www.antoniocosta2009.net.
António Costa há dois anos encontrou uma câmara endividada e desgovernada. Não se pode fazer como outros partidos fizeram na Câmara, obras, obras e mais obras sem sequer haver dinheiro para as pagar. Tem que haver um equilíbrio como António Costa tem feito. Um equilíbrio onde seja possível conjugar o pagamento de dívidas com a preparação, projecção e sustentação do futuro da cidade de Lisboa.
Depois da conferência, em quatro palavras consigo resumir o que foi feito nos últimos dois anos: recuperação, inovação, progresso e equilíbrio.

Texto da minha autoria publicado em www.blogjsfaul.blogspot.com

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A Manela e a TVI

Como sabemos há possibilidade de se estabelecer uma relação entre a TVI e a Portugal Telecom. O governo chumbou ou adiou esta relação entre a empresa e a TVI. A notícia chegou à imprensa e todos atacavam injustamente o governo pelo facto da PT querer estabelecer um negócio com a TVI e diziam inclusivamente que o governo queria era controlar a informação da TVI. É claro que como não fazem oposição (nem a esquerda, e muito menos a direita) tinham que inventar um pretexto para atacar o governo.
Não vejo as coisas dessa forma tão utópica como fazem os partidos da oposição. Há negócios e negócios e certamente a PT só vinha a ganhar com a compra da TVI. A TVI está em alta e é uma empresa que tende a ser cada vez mais rentável. Até o próprio José Eduardo Moniz não vê as coisas da mesma forma que a oposição. Estando a TVI na PT abriam-se novas oportunidades de expansão do canal. A TVI tem tendência em ser cada vez mais importante e tem tido uma venda crescente de produtos nacionais para o estrangeiro o que seria bom para a Portugal Telecom.
Relativamente a este assunto acho cómica a posição de Manuela Ferreira Leite. Faz-me lembrar uma artista de circo que salta de um lado para o outro e volta para o lado onde estava inicialmente quando lhe interessa. A posição desta senhora a concretizar-se a meu ver é um erro. Estamos num mercado onde nada é certo porque hoje a TVI é da Prisa, como amanhã pode ser da PT e no próximo ano da Cofina. São negócios e o Mundo é feito de negócios!
Acho também piada a esta posição de Manuela Ferreira Leite porque esteve num governo que foi um dos autores da falência em que a RTP ia mergulhando (o governo de Cavaco Silva). Depois voltou num governo que teve a sorte de estar no poder quando a RTP se sentiu ainda mais afectada com aquilo que lhe havia sido feito em 1992, e então ficaram como salvadores do canal público.
Em 1992 a RTP era proprietária dos emissores de televisão que actualmente estão na posse da Portugal Telecom. Nesse mesmo ano, pelo surgimento da SIC e futuro nascimento da TVI, foi concretizado esse negócio no qual o Estado prejudicou uma empresa do próprio Estado porque a RTP passou a pagar um aluguer avultado por aquilo que antes era seu, para poder ser emitida em sinal aberto. Outra coisa que é interessante e curiosa é que no mesmo ano em que surge a SIC de Balsemão (PSD), o governo PSD retira a publicidade da RTP2 e durante anos não se pagou à RTP o devido dinheiro que ela deve receber do Estado (as coincidências existem!). Ora isto veio a gerar aquilo que se viu em 2002, ano em que o próprio governo chegou ao cúmulo de pensar fechar a RTP. Mas não, os funcionários manifestaram-se na altura, Jorge Sampaio foi contra esta posição do governo de então e acabaram por convencer o executivo do qual fazia parte Ferreira Leite a darem um passo atrás e a fazerem uma reestruturação da televisão pública. Para tal reestruturação convidaram José Eduardo Moniz. Queriam o micaelense fora da TVI... E esta hein?!
Voltando ao assunto original, gostava de deixar uma pergunta no ar: Se a PT se mostrasse interessada em comprar a SIC de Pinto Balsemão, Manuela Ferreira Leite teria a mesma posição que tem em relação à compra da TVI?