terça-feira, 7 de julho de 2009

Imparcialidade e Jornalismo

Dediquei-me a uma análise pormenorizada das reportagens que a RTP Açores emitiu relativas às apresentações de candidaturas às câmaras municipais da Terceira. É de todo engraçada a cobertura feita. Sendo assim vou directo ao assunto. Nuno Neves, jornalista, filho do ex-líder do PSD Açores, Carlos Costa Neves (ex-Ministro da Agricultura, Pescas e Florestas de Santana Lopes, ex-candidato à Presidência da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, ex-candidato à Presidência do Governo Regional dos Açores e ex-candidato à Assembleia da República por Portalegre porque nos Açores nada consegue), fez a cobertura da apresentação da candidatura de António Ventura (PSD) à Câmara Municipal de Angra. Provavelmente a presença deste jornalista só veio a ser vantajosa para o candidato à CMAH. Vejamos a reportagem:

Andreia Cardoso (PS) não teve a mesma sorte. Apresentou a sua candidatura sob o olhar de uma jornalista que eu diria que tem se tornado a Manuela Moura Guedes dos Açores, Fátima Parreira (familiar de uma militante do PSD). A reportagem sobre a apresentação de candidatura de Andreia Cardoso não foi nada imparcial. Numa reportagem sobre uma candidatura às autárquicas fala do resultado das europeias quando ambas as coisas nem têm ligação. A própria comentou na reportagem o discurso da candidata. O mesmo já não fez na reportagem da candidatura de Berto Cabral (PSD) à CMPV. Vejamos as peças:
Candidatura de Andreia Cardoso:

Candidatura de Berto Cabral:

A única reportagem feita com rigor e imparcialidade foi a de Marta Silva relativamente à candidatura de Roberto Monteiro à CMPV. Limitou-se a fazer um bom trabalho jornalístico e não um trabalho pseudo-jornalístico onde a posição política é bem clara. Vejam a reportagem:

Com isto quero dizer que os senhores jornalistas precisam ter muito cuidado quando fazem os seus trabalhos. Devem dar prioridade à imparcialidade quando se é jornalista e a um dos primeiros princípios da função de jornalista que é informar. Não é preciso olharem para a CNN ou Sky News, olhem para a RTP em Lisboa como exemplo a seguir.

Por falar em RTP Açores...

Já fora deste assunto da imparcialidade lembrei-me de um pormenor importante que reparei outro dia. Era uma quarta feira, o dia seguinte à noite de São João. Todos nós terceirenses sabemos que as Sanjoaninas de Angra do Heroísmo são as festas profanas mais famosas da região, e mesmo das mais importantes do país a seguir ao Santo António de Lisboa e ao São João do Porto. Como terceirense fiquei indignado quando reparei que esta festa profana que, repito, é a mais importante dos Açores, passou ao lado do programa “Notícias do Atlântico”, exibido na RTPN em directo a partir dos estúdios da RTP Açores. Deram prioridade ao São João da Vila (São Miguel) e a uma festa de São João do Faial quando podem perfeitamente colocar reportagens sobre as festas nos 3 sítios no ar. Sinceramente não percebi esta atitude da RTP Açores quando está em causa divulgar os Açores e a cultura açoriana.

6 comentários:

Tibério Dinis disse...

Não sabia das coincidências...

Anónimo disse...

Desafio te para um pequeno desafio no meu blog, espreita :)

Comercial disse...

Pois... Só tu é que es mparcial.
AA Fatima Pareira pode ser militante do PSD, mas tu es do PS e a avaliar pelo blog se algum dia fosses jornalista eras pior que ela.

Nuno Pereira disse...

Comercial,

Eu não tenho obrigação de ser imparcial porque o meu papel é de um mero comentador dos assuntos da actualidade, portanto, posso perfeitamente assumir uma posição perante uma determinada conjuntura.

Uma coisa é quando se é jornalista e outra completamente diferente é quando não exerces a profissão de jornalista.

Cumprimentos,
Nuno

asada disse...

Nuno,este blog é a coisa, mais xauvinista e xenófoba que já vi até hoje em blogues sobre política e televisão.
que categoria tens tu para criticares pessoas que já fazem jornalismo nos Açores À décadas? e que tanto contribuíram para a nossa afirmação como autonomia.
o que aqui fazes é difamar pessoas que não são da VOSSA cor partidária.fazes parte da nova geração de políticos que ambiciona governar-nos nas próximas décadas,(sei que é o teu sonho)estamos muito bem amanhados.
Espero que não sigas os passos do teu líder e não me censures este comentário.Muito mais havia para dizer, mas fico por aqui.
enfim... vergonhoso
saudações "Imparciais"

Nuno Pereira disse...

Cara asada,
Criticar e elogiar sempre o fiz. Faço-o publicamente desde 2005. Quanto a este assunto da imparcialidade, até critiquei a RTP em directo no próprio canal a frente de uma das melhores jornalistas portuguesas que é a Fátima Campos Ferreira! Critiquei e elogiei Manuela Moura Guedes, Francisco Pinto Balsemão, Teresa Guilherme, José Eduardo Moniz, Mário Crespo entre outros conceituados jornalistas e apresentadores de televisão nacionais em diferentes espaços: www.portaldatv.net – site brasileiro no qual eu tinha uma crónica sobre tv portuguesa; www.danieoliveira.com e www.televizoom.com, ambos do apresentador da SIC, Daniel Oliveira e nos quais eu assinava o espaço “Pura Televisão”; www.tvuniverso.com no qual assino a crónica “Foco Exacto” e provavelmente vou dar o meu contributo noutro site que é simplesmente o mais visitado sobre o assunto “televisão”. O convite já foi feito, agora só depende de mim. Agora pergunto-te, dos jornalistas que apontei acima no post, quem são eles para não serem criticados? Sempre o fiz porque televisão é um assunto que me fascina e que me interessa e continuarei a fazer comentários na sociedade livre em que vivemos.

Não uso meias palavras para dizer o que penso. Vou directo ao assunto. O que fiz neste post não foi difamar, foi sim constatar factos.

Quanto a isso da afirmação da autonomia devo-te dizer que deu-me imensa vontade para rir. O que disseste é sem dúvida uma ofensa para as pessoas que realmente contribuíram para a nossa autonomia: Mário Soares, Mota Amaral, Reis Leite, Carlos César ou Alvarinho Pinheiro.

Quanto ao meu futuro, eu sei o que pretendo para ele e isso só a mim importa.

Quanto à censura, que eu saiba, já passam 35 anos do 25 de Abril. Posso não concordar com o que dizes mas acredito na liberdade de expressão e no debate livre de ideias e não nego a ninguém a possibilidade de dizerem o que pensam, da mesma maneira que gosto que não me neguem essa oportunidade.

Cumprimentos,
Nuno