domingo, 22 de novembro de 2009

Agradável surpresa...

Estava eu a passear pelo Google para ver se encontrava mais artigos das Jornadas de Ciência Política 2009, organizadas quando eu fui Presidente do Núcleo de Estudantes de Ciência Política quando me deparei com uma surpresa muito agradável:

Um jornal de Macau fez publicou um artigo sobre uma das conferências das Jornadas! :D

E esta hein?!




terça-feira, 27 de outubro de 2009

O dia depois do dia 11

…resultou na continuação de um Rumo Certo. Os praienses votaram e foram sinceros. Os eleitores quiseram a Praia a continuar a olhar em frente, para o futuro, a dar passos maiores e ainda mais importantes que os que começaram a ser dados há quatro anos, que também foram fundamentais. Imaginemos se toda esta caminhada tivesse começado há 8 anos….

Este é o rumo do desenvolvimento, onde a praia, os praienses e respectivos problemas estão em primeiro lugar para esta Câmara, para a Assembleia Municipal e respectivas juntas. O dia 11 não só se tratou simplesmente de um momento histórico para o concelho da praia, mas também para o PS da Praia da Vitória, por ter sido o 11º melhor resultado a nível nacional (por curiosidade: no dia 11, o PS venceu 11 freguesias e ficou em 11º lugar na posição nacional). Foi também o dia da reafirmação da continuação de um projecto para a nossa cidade.

Se hoje temos uma Câmara que ouve a população, que concretiza sonhos de diversas gerações como a avenida marginal, requalifica e amplia a casa das tias, transforma o centro urbano mais citadino e apreciável, requalifica e constroi uma nova urbanização no antigo Bairro Joaquim Alves, por isso e muito mais leva-nos a imaginar como será a Praia da Vitória nos próximos anos.

A praia está em boas mãos! Sem dúvida! Com uma boa equipa na Câmara, bons elementos na Assembleia Municipal e juntas de freguesia com pessoas participantes, fazendo politica a sério com pessoas a sério. Infelizmente esta realidade não se verifica em toda a parte do país. Entristece-me ver Gondomar ou Oeiras com aqueles presidentes… mas dá gosto em ver que os praienses depositam confiança em Roberto Monteiro como os Lisboetas ao António Costa, que provavelmente vai ser no futuro um dos próximos primeiros-ministros de Portugal.

Seria um grande passo para o resto do país se candidaturas a municípios como esses semelhantes a Gondomar e Oeiras, seguissem o mesmo exemplo que as pessoas que ganharam no nosso concelho. Seria bom que equipas como as que foram apresentadas pelo Partido Socialista à Praia da Vitória (com gente séria e disposta a defender os interesses do nosso concelho e seus cidadãos), fossem vencedoras em concelhos como os que referi.

Não foram as políticas baixas, e muito menos a ausência da RTP Açores no maior jantar comício de sempre na Ilha Terceira (com mais de 3000 pessoas) que desanimaram o PS. Muito pelo contrário! Um artigo que li há poucos dias neste mesmo jornal, demonstra de forma clara a política baixa que por vezes foi utilizada por elementos afectos à oposição, revelando o desnorte em que o PSD da Praia da Vitória mergulhou.

Os praienses expressaram a sua opinião livremente no passado dia 11 de Outubro, bem como há 4 anos, e hoje está à vista de todos o resultado de uma boa governação socialista.

*publicado no jornal "Diário Insular"

sábado, 29 de agosto de 2009

Baixa Política

Escrevo porque estou indignado.
O candidato do PSD à Câmara Municipal da Praia da Vitória, na apresentação dos candidatos deste partido às Juntas de Freguesia do Concelho da Praia da Vitória, ao invés de valorizar os candidatos que apresentava, utilizou a referida apresentação para lançar insultos e graves acusações gratuitas à candidatura do Partido Socialista.
As acusações graves e de baixo nível que proferiu mostram o desespero e a postura deste candidato que em nada dignifica a democracia, o Concelho da Praia da Vitória e, estamos certos, muitas pessoas do Partido Social Democrata que, certamente, se sentem envergonhadas e desmotivadas com esta postura.
Parece que o candidato do PSD tem memória curta e não se recorda das perseguições e dos métodos utilizados pelas Câmaras do PSD que apoiavam freguesias, instituições e pessoas consoante as suas afinidades partidárias, que hostilizavam todos aqueles que não partilhavam o mesmo cartão de militante com os dirigentes da autarquia nessa altura e que ameaçavam com o fim de contratos de trabalho ou prometiam empregos em troca de aceitação por um lugar nas listas do PSD.
Desde 2005 que a Câmara Municipal da Praia da Vitória se pautou por uma actuação transparente, justa e com critérios bem definidos. Prova disso são os investimentos em todas as Freguesias do Concelho, independentemente da cor partidária de cada Junta de Freguesia, ou o programa Fundo de Coesão Rural que apoia todas as Instituições do Concelho através da apresentação de projectos, sendo os mesmos pontuados consoante a sua importância e o cumprimento de requisitos pré-estabelecidos num regulamento.
Foi assim ao longo dos últimos quatro anos e será assim no futuro, com justiça, com visão e com coração, colocando os interesses da Praia da Vitória e das nossas 11 Freguesias acima de guerrilhas partidárias promovidas por quem apenas quer o pior para o nosso Concelho.
As listas do Partido Socialista à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia são compostas por pessoas sérias, idóneas e que querem dar o melhor pela sua Terra, sem qualquer tipo de pressão, como era apanágio do PSD.
Esse tempo, felizmente, acabou.
Acreditamos que também nas listas do PSD estarão pessoas sérias e honestas que não se revêem neste tipo de acusações e de baixa política que o candidato do PSD à Câmara Municipal promove.
A Praia da Vitória é um Concelho em boas mãos e assim continuará como reconhecimento pelo trabalho exemplar que tem sido realizado nos últimos quatro anos.

*Texto publicado no jornal "Diário Insular"

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Entrevista a Leonor Poeiras e Francisco Penim


Leonor Poeiras:



Leonor Poeiras estreou-se em televisão no ‘Diário da Manhã’ ao lado de Júlia Pinheiro e Henrique Garcia. Depois enfrentou o desafio de ser, ao lado de José Carlos Araújo, a apresentadora de ‘Fear Factor – Desafio Total’. Voltou e foi recebida como pivô do informativo matinal, dando mais tarde o salto definitivo para o entretenimento, onde se encontra actualmente como apresentadora de ‘Quem Quer Ganha’, substituindo ainda Júlia Pinheiro no seu programa quando esta se ausente. Vamos ver o que Leonor nos revela sobre o seu percurso profissional e sobre quem é esta apresentadora que adora desafios.

Quem é a Leonor Poeiras?

Sou uma pessoa muito bem-disposta. Decidi ser feliz muito pequenina e por isso movo-me nesse sentido!

Faço o possível para proporcionar momentos felizes aos que me rodeiam! E é isso que me faz feliz!

Como foi parar a televisão? Ainda se lembra da sua estreia em frente as câmaras?

Depois de concluir o curso na Católica fiz um estágio na TVI de 6 meses e no final fui convidada para integrar a 1ª equipa do ‘Diário da Manhã’. A primeira vez frente às câmaras foi em Outubro de 2004, num directo para o ‘Diário da Manhã’; a partir de uma pastelaria no Campo Grande em Lisboa, questionei várias pessoas sobre Egas Moniz… Raras souberam dizer que razão o levou a ganhar o Nobel da Medicina em 1949. Lembro-me perfeitamente, correu-me muito bem!

A Leonor começou como repórter do ‘Diário da Manha’. Como foi fazer trabalho de reportagem?

Foi muito satisfatório entrevistar o cidadão comum todo os dias. Adoro trabalhar em directo e em equipa! E ter a Júlia Pinheiro e o Henrique Garcia sempre por perto nesta altura foi fundamental para aperfeiçoar o meu trabalho.

Como surgiu o convite para apresentar o ‘Fear Factor’?

Foi o José Eduardo Moniz que sugeriu o meu nome para o casting. Fiz e fui escolhida. Foi óptimo receber a notícia!

Gostou de fazer dupla com o José Carlos Araújo?

Quem não gosta? O Zé Carlos é um dos mais brilhantes profissionais que conheço! Adoro-o! E aprendi muuuuuuito com ele!

O que mais a marcou neste programa?

Curiosamente tudo o que vivi atrás das câmaras. Foi uma experiência maravilhosa viver 3 meses na Argentina. Estreei-me no entretenimento com a Endemol e não podia ter corrido melhor! Continuo a acreditar que sem uma boa equipa não somos nada!

Em 2004 voltou de novo para o ‘Diário da Manha’. Como foi apresentar esse espaço?

Foi excelente, mas muito duro por questões de horários.

Na altura, a imprensa disse que foi a Leonor que pediu para sair. Foi verdade?

Sim, pelas razões que dei agora. E na TVI compreenderam e aceitaram.

Actualmente está no ‘Quem Quer Ganha’, gosta de apresentar este programa?

Adoro o ‘Quem Quer Ganha’. Que bom que é oferecer todos os dias dinheiro! Especialmente a quem mais precisa. E depois, lá está, voltamos à equipa. Somos muito ligados. Com a Endemol sinto-me em casa!

Como surgiu a oportunidade de o apresentar?

Numa primeira vez foi para substituir a Iva, que durante muito tempo não teve férias. A partir daí cresci no programa.

O ‘Quem Quer Ganha’ sofreu alterações, o que acha deste renovado programa? Está mais divertido?

Está mais animado! Tem público e eu divirto-me sempre! Passa a correr!

Sente a responsabilidade de substituir Júlia Pinheiro no programa ‘As Tardes da Júlia’?

Claro! Mas é com um sorriso nos lábios que a substituo! Mostrar que sou versátil é muito positivo!

Aos 24 anos, a Leonor disse que sonhava em apresentar um programa de informação puro e duro. Ainda tem este sonho?

Não. Adoro a minha boa disposição e alegria e não quero abdicar delas!

Já recebeu convites para sair da TVI?

Não.

Espera um dia apresentar em horário nobre?

Trabalho com o mesmo empenho em qualquer horário... e acho lamentável que se pense que o horário nobre é a meta, porque tem melhores audiências!

Eu trabalho para o público, não para os números!

Que conselho dá aos jovens que querem seguir o mundo da televisão?

Acho fundamental que tenham talento! Por isso analisem bem a vossa personalidade! Se têm algo a acrescentar ao que já existe... muito bem! Aí é seguir em frente! De alma e coração!

Diogo Filipe e Nuno Pereira

Francisco Penim:



Francisco Penim, ficou conhecido como director de programas da SIC, mas antes foi o responsável pelo nascimento da SIC Radical e do fenómeno “Gato Fedorento”, esteve à conversa com o “Novelas Nacionais”, falou-nos um pouco sobre a sua passagem na SIC e das suas opções enquanto director de programas da SIC. Francisco Penim foi directo e preciso, como todos nós o conhecemos.

Quem é o Francisco Penim?
Sou jornalista e executivo de televisão.

Qual a importância que a TV tem na sua vida?
Imensa, uma vez que foi na televisão onde trabalhei mais anos.

Quando foi director da SIC Radical qual o momento mais marcante?
São muitos mas o seu lançamento foi talvez o momento mais marcante porque a partir desse momento nada seria como dantes.

Com a saída de Manuel da Fonseca foi convidado a ser director de programas da SIC. Se fosse hoje teria aceitado o convite?
Claro que sim. É um convite que não se pode recusar.

O porquê da queda da SIC, quando era director? Foram programas mal escolhidos ou era uma TVI e RTP muito fortes?
A SIC começou a cair em 1997 e não quando eu era director. Hoje continua a cair e atingiu os resultados mais baixos da sua história. Responder a esta pergunta era estar 4 horas a falar porque não há uma resposta simples. Há uma miríade de justificações e variáveis que fizeram, ao longo dos anos, com que a SIC caísse nas audiências.

Qual foi a pior aposta da SIC durante a sua passagem como director de programas?
De novo, é difícil de responder, mas não é a primeira vez que dou o exemplo do Wrestling como uma má aposta minha nos anos como director de programas da SIC.

O seu objectivo era que a SIC conseguisse ser uma televisão inovadora, facto que se veio a revelar um fracasso, como vê hoje a SIC?
A SIC é uma televisão inovadora, comigo e com todos os directores de programas que teve e tem. Dizer que isso se revelou um fracasso não é nem correcto, nem objectivo. A SIC hoje passa pela sua pior fase de resultados, quer financeiros, quer de audiências... mas é uma fase. A SIC há-de ficar melhor.

Enquanto director da SIC, José Figueiras, Ana Marques, entre outros apresentadores foram esquecidos, porque?
São opções tal e qual como um treinador de futebol faz quando escolhe os jogadores que jogam na sua equipa.

Na SIC apostou na ficção nacional, que ainda teve alguns sucessos como Floribella e Vingança, a actual direcção tenta fazer o mesmo, mas não está a conseguir. Porquê? A ficção da SIC esta parecida com a da TVI?
A aposta actual da ficção da SIC é muito diferente da minha, nas opções artísticas e na quantidade de novelas. A Floribella não foi apenas um sucesso, foi o maior sucesso da história da SIC na perspectiva do impacto que teve na sociedade. Ter uma "fábrica" de fazer novelas de sucesso demorou à TVI cerca de 6 anos. Em apenas 2 anos na SIC fizemos uma fábrica que fez novelas com e sem audiência. A SIC actual só fez uma novela sem audiência e não é com uma novela que se faz uma "fábrica", que se faz um género ou uma escola de novela ou que se ombreia com as novelas da TVI.

Quais os melhores e piores momentos enquanto directo da SIC?
Não houve bons e maus momentos. Há momentos de luta e todos os momentos na SIC foram momentos de luta.

Nuno Santos tem sido um bom director de programas?
Os directores de programas são seres humanos, fazem erros e tomam boas decisões. O Nuno está a fazer o melhor trabalho possível.

Com a saída de José Eduardo Moniz a Televisão em Portugal fica mais pobre?
Sim, claro.

A saída de Moniz pode levar a que a TVI perca a liderança? Ou na sua opinião a TVI tem uma estrutura capaz de ultrapassar esta perca?
Pode perder com tempo mas as variáveis são tantas que qualquer previsão é perda de tempo.

O que espera da TV no futuro?
Espero que seja uma televisão que agrade mais o público, que o mesmo tenha a escolha que necessite ao seu alcance.

Como avalia o aparecimento de espaços onde se discute televisão? Enquanto director de programas da SIC alguma vez os visitou?
Sinceramente penso que são de uma gestão impossível devido ao carácter anónimo da Internet. Têm obviamente o seu interesse mas não me seduzem enquanto utilizador.

Diogo Filipe e Nuno Pereira

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Teatro PSD

O PSD tem assumido ultimamente umas atitudes engraçadas e tristes. Carlos César apelou ao voto no Partido Socialista e o PSD criticou esse aspecto porque entende que não o deve fazer enquanto exerce o cargo de Presidente do Governo Regional dos Açores esquecendo-se que ele é também presidente do Partido Socialista dos Açores. Contudo, Carlos César mantém o respeito pelos açorianos ao não assumir as funções de cabeça de lista do PS nos Açores às legislativas de 27 de Setembro.

Olhando para o arquipélago de Jardim, já nem digo “para o outro arquipélago português”, eu pergunto: qual a opinião do PSD Açores sobre o facto de Alberto João Jardim, Presidente do Governo Regional da Madeira, ser o cabeça de lista do PSD Madeira às legislativas 2009 pela Região Autónoma da Madeira apelando assim, directamente, ao voto no PSD? Segundo o ponto de vista do PSD Açores, Jardim também não devia ser candidato a deputado nas legislativas, pois, directa ou indirectamente está apelando ao voto no PSD.

A este PSD Açores aconselho olharem em seu redor e pensarem antes de agir ou dizerem qualquer tipo de asneira, o que já vem sendo habitual. Um PSD com um vazio de ideias que vive numa constante glorificação do seu passado e que não se preocupa em resolver os problemas que o país enfrenta. Preocupa-se sim se a pessoa X ou Y integram ou não as listas do partido e que recorre a ataques com a mesquinhice do costume e que demonstram que não conseguem outra forma de fazer oposição ao adversário, sublinhando assim o vazio de ideias que o PSD tem mostrado a todos nós.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Entrevista a Rui Luís Brás




Entrevista feita por mim e pelo meu colega Diogo Filipe ao meu amigo, Rui Luís Brás para o site www.novelasnacionais.com:

Como chegou ao instituto franco português?

Eu estudava na Cidade Universitária na altura, estava a fazer o 12º ano, estava a tentar ingressar no conservatório e havia uma colega da minha turma que estava lá a estudar teatro e estavam a precisar de mais um actor e ela sabia que eu queria ser actor e então chamou-me e eu fui lá falar com o encenador, Danielle Burront, e comecei a fazer teatro lá.

Como é trabalhar com o produtor, Felipe La Féria?

Na altura não trabalhei com ele como produtor, trabalhei em 89 e fiz uma peça dele na fundação Gulbenkian chamada “Ilha do Oriente”, com textos de Mário Cláudio e tinha vindo do Teatro Aberto nessa altura e fui directo para lá e pronto a trabalhar com o Filipe (silêncio) … O Filipe é um encenador de imagens, é um encenador que me ensinou um bocadinho a perspectiva de me ver de fora, de conseguir ir pesquisar mais o método e derrepente ele obrigou-me a perceber o outro lado de ser actor. Um actor é um toureiro e portanto, enfrenta o público, seja grande, seja maior, no sentido da auto confiança, fez-me algum bem, mas sobretudo aprender a ver-me em cena mas de fora, que imagem é que terá saído de mim quando eu faço um determinado gesto ou quando eu digo algo. Foi um processo muito pacífico apesar do Filipe ser uma pessoa muito nervosa. Como produtor trabalhei agora porque tive a encenar o “Meu pé de Laranja Lima” lá para o Teatro Politeama e obviamente que foi uma relação menos densa no sentido em que eu estava como encenador e ele a encenar o “West Side Story”, portanto tivemos discussões artísticas sobre diversas coisas, nomeadamente, a cenografia e tal e obviamente que não foi um processo muito fácil mas acabou bem. Mas sinto-me muito honrado pelo convite do Politeama e pela parte do Filipe por ter feito lá o espectáculo.

Para si o que significa a cidade de Macau?

É a minha terra! Macau, eu vivi 9 anos em Macau a ir e vir nos anos 90. Fui lá fazer um filme, fiquei lá a viver e a dar aulas e basicamente só dava aulas porque trabalho como actor só tive um porque não há praticamente trabalho de actor em Macau. Não é muito comum. É uma cidade, era um cidade cheia de mística, muito agradável de viver, com imensa qualidade de vida, uma espécie de aldeia pequenina onde havia tudo, onde conhecias toda a gente, e vivias com muita tranquilidade, não precisavas de usar carro, era tudo perto, para além de ter uma ambiência muito especial, que me fez descobrir que eu afinal tenho gosto ou raízes muito pró asiáticas e que foi um grande sofrimento ver a bandeira a descer no dia em que Portugal reintegrou na China. Macau que nunca foi uma colónia, foi sempre um território ofertado pelos chineses para o comércio português, era uma parte portuguesa. Nunca entendi porque é que Macau entretanto foi entregue porque não havia razão. Era um sítio até politicamente muito específico, à margem, e quando lá voltei há 3 anos foi uma desilusão muito grande porque Macau está muito bonitinho hoje mas é uma terra de cavinda, é uma Las Vegas, perdeu toda a identidade, todos os sítios onde eu costumava ir, a escola onde eu dei aulas, muitas coisas a serem destruídas, as ruas a mudaram completamente de características, foi um bocadinho aflitivo. Eu não me revejo na Macau de hoje. Macau mais pequenina, mais bonita, mais mística, essa é que era a minha terra.

Acha que é uma cidade inspiradora?

Era uma cidade muito inspiradora porque estava cheia de um tipo de pessoas. E sempre me dei mais com chineses do que com macaenses. Mas os poucos amigos portugueses que tinha e foram alguns, eram um tipo de emigração muito específica, gente muito interessada e que amava estar ali. Naquela altura as pessoas não iam lá basicamente por dinheiro, pelo menos os meus amigos que estavam lá há 20 ou 30 anos, constituíram família ali, tinham os amigos ali, eram ex-hipis, pessoas muito cultas, muito artistas, e eu gostava muito porque havia tertúlias interessantíssimas quando estávamos a beber copos e a conversar até às tantas e muito gosto por pintura e literatura, o que é muito raro às vezes no nosso corre-corre hoje em dia de retomar. E Macau para mim…

Porque decidiu ser actor e hoje em dia encenador?

Não sei. No caso de como actor foi uma cena muito vocacional desde miúdo. Nem eu sei explicar porquê! … Já encontrei muitas explicações para isso mas o gostar de me transformar, de ser outras pessoas, de perceber o ponto de vista dos outros é dado como psicólogo. Acho piada mesmo na vida com os meus amigos. Ser ouvinte… dar apoio e portanto eu acho que isso transborda na minha profissão para o acto que eu acho que é maravilhoso de recriar o ser humano usando o teu corpo como instrumento e transformares-te noutra pessoa que não és tu e emocionares-te pelo pensamento dela, acreditares no que ela diz. Epá, não sei o porquê? Foi vocacional. Ser encenador nunca tinha pensado. Começar a dar aulas de teatro e muitas vezes estares a trabalhar um texto e os alunos querem apresentá-lo à família e ao resto da escola obrigou-me lentamente a ter que pôr em cena, porque achei que era legítimo o pedido deles, esta ou aquela peça e daí descobri um prazer muito maior que é o de gostar muito mais de estar de fora a encenar e a dirigir outros actores não pela encenação mas pelo facto de dirigir outros actores. Não era de todo o espectáculo que me entusiasmava mas sim fazer direcção de actores e acho que o tempo vai passando e eu gosto muito menos de estar no palco e muito mais de estar fora do palco.

Qual é a área que mais gosta? Cinema, teatro ou televisão?

Se pudesse fazer só cinema era isso que faria e encenar teatro. Fazer muito pouca coisa como actor. Claro que há textos e há coisas específicas que dão um gozo imenso de fazer. Agora… das três à partida, acho que prefiro cinema e é aquela em que eu há mais tempo não trabalho. Tenho feito pouca coisa e pontual. No início da carreira fiz imensa coisa, portanto, cinema estrangeiro, pequenas personagens. Gostava muito porque é um tipo de trabalho com uma especificidade de acting que tem mais a ver com a minha maneira de estar e que eu gosto mais. A televisão é mais excessiva, é diferente, mais grosseira nesse sentido. É muito rápida, muitas cenas. Em cinema exige um trabalho de actor mais profundo, mais pesquisa, mais rigoroso. Mas adoro as três. O que não gosto é ficar a fazer só uma das coisas. É muito porreiro ir brincando ora a uma coisa, ora a outra e tenho tido essa sorte.

O Rui é um actor de referência. Gostava de um dia entrar pela porta de Hollywood?

Não tenho essas ambições. Eu tive há muitos anos atrás um convite da Doutora Madalena Perdigão na Gulbenkian em que ela fretava uma bolsa para eu ir para onde quisesse, neste caso para o Oxy Studio e eu por medo ou falta de ambição recusei. Hoje arrependi-me. Porque a minha única ambição é viver da minha profissão e fazer o melhor possível do meu trabalho e que o público me respeite e goste de mim enquanto profissional. É tudo! Claro que sonho receber um Óscar. Obviamente e sonhar não custa nada! É uma coisa que para mim está muito longe e nem sequer está no meu objectivo. Adoraria mas não.

Que peça de teatro mais gostou de fazer e qual foi a personagem que mais gostou de interpretar?

É difícil mas gostei de várias. Talvez por ter sido marcante para a minha carreira, um papel muito difícil, o Romeu no Romeu e Julieta quando era miúdo.

Ficou muito conhecido na RTP quando fez o Alves dos Reis. As pessoas ainda o abordam na rua como sendo o Alves dos Reis?

Diariamente. Sou mais vezes reconhecido por Alves dos Reis do que por outras coisas mais recentes e que se calhar até fiz melhor do que o Alves dos Reis apesar de na altura o Alves dos Reis ter sido uma prenda muito gira. Fiquei bastante grato pelo Dr. Moita Flores se ter lembrado de mim para fazer o papel. Era um anti herói que crescia em mim desde miúdo. Eu tinha um enfabulamento daquela personagem como uma espécie de Robbin Wood. Um tipo, brilhante, um ladrão fantástico mas que não fez bem a muita gente e tentei passar de alguma forma esta imagem enquanto fiz o papel no sentido que fosse querido para as pessoas, elas entendessem o quanto fosse possível os motivos dele. Quando acabei de gravar isso eu dizia que nesse momento sentia-me capaz de tudo, dizia as maiores barbaridades com a maior segurança que a personagem me trouxe. A forma como ele fazia toda a gente acreditar dele.

Foi uma grande série de época…

Foi. Faz-me pena que não se aposte mais nesse tipo de produto. Nós temos, felizmente, muita coisa na nossa história que podemos ir buscar. Felizmente já se estão a adaptar muitas coisas que são literatura e temos na nossa história recente e não recente imenso material para ir buscar e ficcionar. Séries como esta deviam existir pelo menos com uma produção regular. Na Antinomia do Dr. Moita Flores ele arriscou e fez quase tudo de época. O Conta-me Como Foi é actualmente a única coisa em que tenho uma profunda inveja por não estar lá porque acho que é de qualidade. Cada vez mais acho que temos que fazer este tipo de produção ao contrário das novelas que é sobretudo um trabalho fabril, industrial, que nunca podem ter o tempo e a preparação necessária a todos os níveis. Pode ser um grande produto mas é claro que há umas piores e outras melhores. As séries têm a obrigação de ter uma narrativa mais concisa, de ser “menos palha”, de ser mais sedutor para o espectador. Eu próprio prefiro mais fazer séries que outra coisa.

Considera a Vingança a grande novela portuguesa?

Para mim é, sem dúvida! Para mim a Vingança foi um dos maiores prazeres da minha vida onde tive um personagem maravilhoso no seio de colegas que adoro, com quem me dei muito bem, não vou agora referir nomes, mas todos. Foi um momento rápido de televisão e de camaradagem. Um momento muito emotivo quando acabei. Custou-me imenso! Continuaria meses a fazer aquilo que o cansaço não pesava porque era uma novela muito gira.

E sempre com ritmo…

Sim. Também acho que as novelas não se devem esticar para além daquilo que é razoável mas acabou quando tinha que acabar. Até podia ter acabado um pouquinho mais cedo... mas que foi uma coisa feita com toda a dignidade e portanto foi um orgulho para mim ter sido interveniente nisso.

Esteve na RTP, SIC e TVI. Como avalia o trabalho de cada uma das estações na ficção nacional?

Muitas vezes a conjuntura artística está por detrás de 4, 5 ou 6 anos de uma estação. Tem muito a ver com as pessoas que dirigem a estação e com o projecto que estas delinearam. Em momentos diferentes todas elas fizeram um bom trabalho. A TVI tem uma vantagem porque é um canal com grande audiência e portanto os actores que fazem ficção têm outra notoriedade. Senti-me bem com os trabalhos que fiz até hoje com a TVI. A RTP tem feito coisas de grande qualidade, sobretudo séries, que infelizmente às vezes não têm a audiência e a publicidade que deviam ter. Na SIC, à semelhança da Vingança tive oportunidades muito giras. Também foi bom enquanto lá estive. Não tenho nada contra, sou freelancer para os três. Se calhar não há uma grande diferença neste momento. A diferença está mais na RTP que se tem dedicado a trabalhos de fundo. Não tem produzido muita coisa adaptada ou então produziu mas foram muito bem enquadradas.

Esteve na SIC até há pouco tempo, onde entrou em várias telenovelas e que a meu ver não foram bem tratadas a nível de programação. Saiu magoado com o canal de Carnaxide?

Sim! Saí bastante! Saí magoado e não sem bem com quem. Não consigo encontrar um responsável porque certamente houve vários. Mas enquanto pessoa, eu e mais alguns, que tivemos a defender um produto até ao fim sem culpa nenhuma de ele ter sido menos bem conseguido, das mexidas feitas na história ou o horário em que era transmitido, sobretudo, o horário, isso modificou tudo. A minha personagem era complicada, era, um psicopata e foi feita numa adrenalina constante e custa muito saber do fim a meio do processo sem sequer pedirem desculpa. Eu acho que não tinha nada a ver com os actores mas mesmo assim, custou-me muito vê-la sair do ar. Já na novela o Jogo, Ganância, O Olhar da Serpente, O Bairro da Fonte modificaram diversas vezes os horários. A novela O Jogo foi transmitida durante imenso tempo na tarde da SIC. Chateia-me um bocado. O Maurício talvez tenha sido das melhores personagens que eu tenha feito na minha vida e custa-me um bocadinho que tenha sido para deitar fora. Eu tive cenas lixadas no campo emocional e técnico e ninguém viu. Eu não trabalho só pelo dinheiro mas também pela qualidade da coisa. Vesti a camisola da SIC enquanto lá estive e vestirei a da TVI enquanto lá estiver. Tenho que acreditar no sítio onde estou e defendê-lo. É claro que há produtos que se gosta mais e outros que se gosta menos. Se compararmos a Vingança com o Resistirei prefiro a Vingança. Fiquei magoado.

Como foi fazer Feitiço de Amor?

Foi uma surpresa muito agradável porque é uma novela mais básica que esteve muito tempo em gravações, eu chego no terço final da novela, fico até ao fim e estava com medo de encontrar uma equipa demasiado cansada e desiludida. Nada disso, fui sempre muito bem recebido, a produção foi muito querida comigo, os meus colegas. Não tenho nada a dizer. Custou-me imenso que tivesse acabado porque ainda por cima fui presenteado outra vez com uma personagem tipo o Ventura que era um bocadinho um boneco mas que começa a se transformar numa pessoa e eu gosto desse tipo de personagem, é o tipo de personagem que eu acho mais giro. Um personagem diferente de mim, que não se veste como eu, sobretudo que não se veste como eu (risos) e aquele cowboy foi muito engraçado. Tive a felicidade de contracenar com a Maria João Falcão, que é uma excelente actriz e uma óptima colega, com a Maria João Luís, Maria João Abreu, Estrela Novais e Manuel Cavaco que foram óptimos colegas com quem me dei lindamente.

Vai ter um novo projecto na TVI?

De momento não sei de nada.

Qual a sua opinião sobre o actual estado da ficção nacional?

Eu acho que se faz mais, não necessariamente melhor. Acho que se tem descido um bocadinho a fasquia dos textos. Falo pelo menos do grosso da produção. Aqui e ali tens exemplos que se calhar foram mais caros e mais cuidados e que resultaram numa boa ficção. Por exemplo: o Equador, o Conta-me Como Foi… Aqui e ali tens coisas muito giras mas são mais rápidas. Dão vontade de gravar porque é daquelas coisas que vês e achas que é bom agora e daqui a 20 anos. Há outras que vês, divertes-te mas quando acaba não voltas a ver. Apesar de para nós ser divertido e ser giro fazer, não uma coisa que eu como espectador chego a casa e quero ver. Há muita ficção dessa na qual participei e que eu depois não vejo. Já tenho que fazer não tenho que ver. Faz-se mais hoje e o mercado de trabalho é maior.

O teatro está a ir num bom caminho? O que falta ao teatro?

Não sei bem o que falta ao teatro e não sei se está a ir num bom caminho porque é um caminho desacertado cada vez que uma secretária de estado e da cultura tem uma nova directriz. Ao contrário do que se diz, o teatro tem público e há públicos muito heterogéneos e ofertas heterogéneas. Há gostos e peças para tudo e felizmente há imensa malta jovem que felizmente gosta e aprende a gostar de teatro. Não posso dar aulas numa escola se houver dinheiro para pagar um horário inteiro sendo eu formado em teatro e cinema. O teatro é terapêutico para quem vê e quem faz. Faz falta investir desde a raiz o gosto pelo teatro.

Era preciso subsidiar mais o teatro. Numa companhia de teatro muitas vezes deparamo-nos com situações em que não temos dinheiro para investir em anúncios para passar na televisão ou na rádio. Isso é cada vez mais cortado e mais difícil de se executar. Falta uma boa gestão.

Estamos num ano de várias eleições. Qual a sugestão que gostava de deixar aos vários candidatos a nível de teatro e cinema?

Que pensassem que um país que não preza, não rega, não aduba a sua própria cultura é um país muito pobre. Quando se dá primazia a tudo menos a isso é grave. Não devem olhar a nossa cultura como uma coisa menor. Supostamente é o nosso alter-ego para o mundo, que nos mostra, que divulga o que é ser português. Gostava que olhassem para o teatro não como um “parente pobre”. É difícil aceitar que se gastou tanto em estádios de futebol, sabendo que tenho colegas a passar fome porque não têm onde trabalhar, meios para produzir os seus próprios espectáculos.

Quem é o Rui?

Um tipo cansado, desiludido, humilde, que ainda ama isto, que é fazer teatro, que ainda acredita que faz algum sentido ter esta profissão, que com dias mau e dias bons há 21 anos trabalha nisto. Humanamente sou muito pouco materialista, pouco ambicioso, extremamente egocêntrico porque estou sempre a dar aos outros exemplos das minhas próprias vivencias, sobretudo um bom amigo, tenho uma quantidade razoável de amigos que mantenho há décadas, sou leal nesse aspecto, sou um gajo complicado, excessivo, sentimentalista, emociono-me com tudo, sou muito nervoso mas penso mais nos outros que em mim próprio, um bocado chato às vezes, mandão quando estou a dirigir, muito seguro a dirigir, tirano entre aspas mas é por amor. A maior parte das pessoas entende e gosta. Os outros falarão melhor sobre mim do que eu próprio.

Diogo Filipe e Nuno Pereira

sexta-feira, 31 de julho de 2009

iConferência

Autárquicas Praia da Vitória - Debate com empresários

Na passada 3ª feira, como representante das Galerias Angra a convite do próprio dono, tive oportunidade de participar no encontro promovido pela Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo que reuniu empresários da ilha Terceira com os candidatos à Câmara Municipal da Praia da Vitória, Roberto Monteiro pelo Partido Socialista, Pedro Pinto pelo Partido Popular e Berto Cabral pelo Partido Social Democrata. A moderação estava a cargo de Luciano Barcelos da RTP Açores.
Pedro Pinto contradizia-se. Num tom bastante arrogante, dizia que o porto comercial da Praia da Vitória estava “às moscas” mas ao mesmo tempo defendia o aumento desse espaço que dizia estar às moscas. Uma pessoa que diz que o porto está às moscas a defender o aumento do mesmo espaço… Não apresentou propostas fundamentais, preocupou-se em dizer não ao investimento na indústria automóvel e de electrónica e sim ao investimento na agricultura. Não vejo as coisas desse mesmo prisma porque considero que se possível devemos investir nas três frentes em simultâneo porque uma indústria dá benefícios que a outra não dá e vice-versa. Não podendo haver conversas entre os candidatos autárquicos, o candidato do CDS preocupou-se em criticar os projectos estruturais levados a cabo pelo Partido Socialista nos últimos 4 anos na cidade de Nemésio.
Berto Cabral foi de longe melhor que Pedro Pinto. Soube apresentar-se, soube explicar as suas ideias e não se limitou a atacar sem ter um programa na base, Mostrou que tinha a lição estudada, ao contrário de Pedro Pinto. Contudo deu muitas ideias que não são novidade para nós, que estão sendo aplicadas noutros concelhos do país e que já foram faladas pela actual autarquia e que vão ser ou já foram aplicadas tais como: desenvolvimento dos transportes, defesa dos interesses do concelho, aposta nas energias renováveis, dar voz aos empresários ao longo do mandato, apoios ao desporto, criação de parques de estacionamento entre outras propostas. Cabral também defendeu o aumento do Porto Comercial.
Já Roberto Monteiro destacou-se muito bem em relação aos outros dois candidatos. Falou do que fez e do que quer fazer. Argumentou todas as suas posições e soube fundamentá-las muito bem recorrendo algumas vezes à lei. Relembrou, entre outros, a criação do gabinete de apoio ao investidor, requalificação das ruas, passeios, praças, iluminação e intenção de centralizar os gabinetes da CMPV na praça Francisco Ornelas da Câmara no edifício onde se encontrava a Caixa Económica da Misericórdia. Também falou de outros passos importantes a dar no nosso concelho, entre eles: nova escola profissional, formação empresarial, ninho de empresas, academia de artes, criação de parques empresariais, construção de novos arruamentos, requalificação da estrada militar, criação de parques de estacionamento e execução de um programa de requalificação social. Falou também na questão do porto comercial. Com vista a dinamização do concelho, Monteiro não pretende alargar o porto existente mas sim criar zonas industriais na Boavista, Lajes e Fontinhas. Mostrou inteligência, apresentou um projecto sólido, importante para o futuro da Praia da Vitória. Futuro este que deve passar, sem dúvida, pelas mãos do Roberto Monteiro com a execução do projecto do Partido Socialista para o concelho.
Depois de ter assistido a este evento, considero que foi uma boa apresentação de ideias e mantenho o meu pensamento de há 4 anos atrás que era e é o facto do Roberto Monteiro ser o melhor candidato para a Praia da Vitória.

Esta geração...

No fim-de-semana anterior à minha partida para os Açores tive oportunidade de estar presente na Convenção Autárquica da Juventude Socialista que teve lugar em Fafe, distrito de Braga. Iniciativas como esta provam que os jovens de hoje não fazem parte da “geração rasca” para a qual muitos adultos tentam empurrar, inclusive ilustres governantes da nossa praça.
Esta é uma geração preocupada, preocupada com o futuro, com as próximas gerações, com os anos que se seguem. Limita-se a procurar soluções para grandes problemas e não adopta a política do “bota abaixismo” que muitos partidos adoptam quando em causa está o futuro do nosso país, da nossa cultura, das nossas gentes. É uma juventude que faz propostas e que pelos seus próprios meios faz chegá-las aos mais altos governantes da nossa sociedade. Não somos uma juventude despreocupada em que os problemas nos passam ao lado ou mesmo por cima de nós sem nos apercebermos.
Criamos e debatemos propostas para a habitação, participação política, educação, ciência e tecnologia, desporto, cultura, lazer, emprego, ambiente, urbanismo, ordenamento do território, preocupámo-nos com o mundo rural e debatemos as temáticas relacionadas com os recursos endógenos. Amigos, não somos a “geração rasca”, simplesmente há quem nos tente apelidar de “geração rasca”.
Nos concelhos a própria blogosfera cria debates por iniciativa própria como vai acontecer 2ª feira, dia 3 de Agosto na Feira Gastronómica da Praia da Vitória com a “iConferência – Imaginando o Concelho” onde estará o Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Roberto Monteiro, o Presidente da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo, Sandro Paim, o Coordenador da ClA Universidade Aberta, Rogério Sousa, e os bloguistas, Miguel Bettencourt, Tibério Dinis e João Cunha.
Os jovens de hoje criam iniciativas como estas e debatem ideias com os mais altos governantes da nossa sociedade, sendo militantes de um partido ou mesmo pessoas independentes. Não gosto que considerem a minha geração como sendo a geração rasca porque os jovens de hoje são, sem dúvida, o futuro do nosso país.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Lançamento da Candidatura de António Costa



Lançamento da candidatura de António Costa à Câmara Municipal de Lisboa – Unir Lisboa. Segunda-feira, 13 de Julho de 2009, 19h no Jardim de São Pedro de Alcântara

Michael Jackson

Vi ontem a emissão especial toda sobre o Rei da Pop. Hoje os videos já estão em partes espalhados pelo youtube.

Aqui está aquele que para mim foi o momento mais marcante:


terça-feira, 7 de julho de 2009

Imparcialidade e Jornalismo

Dediquei-me a uma análise pormenorizada das reportagens que a RTP Açores emitiu relativas às apresentações de candidaturas às câmaras municipais da Terceira. É de todo engraçada a cobertura feita. Sendo assim vou directo ao assunto. Nuno Neves, jornalista, filho do ex-líder do PSD Açores, Carlos Costa Neves (ex-Ministro da Agricultura, Pescas e Florestas de Santana Lopes, ex-candidato à Presidência da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, ex-candidato à Presidência do Governo Regional dos Açores e ex-candidato à Assembleia da República por Portalegre porque nos Açores nada consegue), fez a cobertura da apresentação da candidatura de António Ventura (PSD) à Câmara Municipal de Angra. Provavelmente a presença deste jornalista só veio a ser vantajosa para o candidato à CMAH. Vejamos a reportagem:

Andreia Cardoso (PS) não teve a mesma sorte. Apresentou a sua candidatura sob o olhar de uma jornalista que eu diria que tem se tornado a Manuela Moura Guedes dos Açores, Fátima Parreira (familiar de uma militante do PSD). A reportagem sobre a apresentação de candidatura de Andreia Cardoso não foi nada imparcial. Numa reportagem sobre uma candidatura às autárquicas fala do resultado das europeias quando ambas as coisas nem têm ligação. A própria comentou na reportagem o discurso da candidata. O mesmo já não fez na reportagem da candidatura de Berto Cabral (PSD) à CMPV. Vejamos as peças:
Candidatura de Andreia Cardoso:

Candidatura de Berto Cabral:

A única reportagem feita com rigor e imparcialidade foi a de Marta Silva relativamente à candidatura de Roberto Monteiro à CMPV. Limitou-se a fazer um bom trabalho jornalístico e não um trabalho pseudo-jornalístico onde a posição política é bem clara. Vejam a reportagem:

Com isto quero dizer que os senhores jornalistas precisam ter muito cuidado quando fazem os seus trabalhos. Devem dar prioridade à imparcialidade quando se é jornalista e a um dos primeiros princípios da função de jornalista que é informar. Não é preciso olharem para a CNN ou Sky News, olhem para a RTP em Lisboa como exemplo a seguir.

Por falar em RTP Açores...

Já fora deste assunto da imparcialidade lembrei-me de um pormenor importante que reparei outro dia. Era uma quarta feira, o dia seguinte à noite de São João. Todos nós terceirenses sabemos que as Sanjoaninas de Angra do Heroísmo são as festas profanas mais famosas da região, e mesmo das mais importantes do país a seguir ao Santo António de Lisboa e ao São João do Porto. Como terceirense fiquei indignado quando reparei que esta festa profana que, repito, é a mais importante dos Açores, passou ao lado do programa “Notícias do Atlântico”, exibido na RTPN em directo a partir dos estúdios da RTP Açores. Deram prioridade ao São João da Vila (São Miguel) e a uma festa de São João do Faial quando podem perfeitamente colocar reportagens sobre as festas nos 3 sítios no ar. Sinceramente não percebi esta atitude da RTP Açores quando está em causa divulgar os Açores e a cultura açoriana.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Açores


Autor: "gragos7"

Hino:

Deram frutos a fé e a firmeza

no esplendor de um cântico novo:

os Açores são a nossa certeza

de traçar a glória de um povo.


Para a frente! Em comunhão,

pela nossa autonomia.

Liberdade, justiça e razão

estão acesas no alto clarão

da bandeira que nos guia.


Para a frente! Lutar, batalhar

pelo passado imortal.

No futuro a luz semear,

de um povo triunfal.


De um destino com brio alcançado

colheremos mais frutos e flores;

porque é esse o sentido sagrado

das estrelas que coroam os Açores.


Para a frente, Açorianos!

Pela paz à terra unida.

Largos voos, com ardor, firmamos,

para que mais floresçam os ramos

da vitória merecida.


Para a frente! Lutar, batalhar

pelo passado imortal.

No futuro a luz semear,

de um povo triunfal.

Os dois anos de António Costa

Na passada 6ª feira tive oportunidade de estar presente numa conferência cujo o orador foi o Dr. António Costa, actual Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Falou-se de tudo o que se passou em Lisboa nos últimos dois anos e de facto a Lisboa de hoje não é a mesma de há dois anos atrás que estava super endividada e que não avançava com o tempo, que não tinha a dinâmica que nela podemos observar hoje nos nossos dias.
Falou-se do que se fez e não foi pouco numa câmara preocupada com os problemas dos Lisboetas. Contudo, há que sublinhar que houve projectos estruturantes que não foram executados porque, simplesmente, não foram aprovados pela Assembleia Municipal de Lisboa, cuja maioria pertence ao PSD.
É incrível como é que se pode ter feito tanto em 2 anos. Evidencio alguns passos importantes:
Reduziram a dívida aos fornecedores;
Prazos de pagamentos reduzidos para 192 dias;
Extinção de empresas municipais desnecessárias;
Reestruturação da EPUL;
Reequilibraram a EGEAC, EMEL e GEBALIS;
Redução da despesa em 253,2 milhões em 2008;
Redução do número de assessores;
Redução da frota automóvel de ligeiros;
Definição de regras claras para a atribuição de casas, alienação de património, atribuição de subsídios, atribuição de ateliers e na gestão urbanística aprovámos o Regulamento de Complemento de Lote, o REMUEL – Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação de Lisboa, o Regulamento Municipal de Taxas Urbanísticas e o Regulamento de Cedências e Compensações;
Recuperação e investimento nos pavimentos, assim como calçadas;
Recuperação de 7 miradouros e 16 jardins;
Melhoramentos a nível de limpeza da cidade
Elaboração e aprovação de planos para os sem-abrigo.
Estes estão entre os muitos passos importantes dados pela CML e que visam a recuperação da cidade de Lisboa. Os resultados começam a aparecer, pois, hoje já é possível dar início a alguns projectos importantes para o futuro da capital. Com estas medidas, sem dúvida que a CML entrou no rumo certo porque hoje prepare-se o amanhã. Foram passos fundamentais, aqueles que podemos encontrar e analisar ao pormenor em www.antoniocosta2009.net.
António Costa há dois anos encontrou uma câmara endividada e desgovernada. Não se pode fazer como outros partidos fizeram na Câmara, obras, obras e mais obras sem sequer haver dinheiro para as pagar. Tem que haver um equilíbrio como António Costa tem feito. Um equilíbrio onde seja possível conjugar o pagamento de dívidas com a preparação, projecção e sustentação do futuro da cidade de Lisboa.
Depois da conferência, em quatro palavras consigo resumir o que foi feito nos últimos dois anos: recuperação, inovação, progresso e equilíbrio.

Texto da minha autoria publicado em www.blogjsfaul.blogspot.com

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A Manela e a TVI

Como sabemos há possibilidade de se estabelecer uma relação entre a TVI e a Portugal Telecom. O governo chumbou ou adiou esta relação entre a empresa e a TVI. A notícia chegou à imprensa e todos atacavam injustamente o governo pelo facto da PT querer estabelecer um negócio com a TVI e diziam inclusivamente que o governo queria era controlar a informação da TVI. É claro que como não fazem oposição (nem a esquerda, e muito menos a direita) tinham que inventar um pretexto para atacar o governo.
Não vejo as coisas dessa forma tão utópica como fazem os partidos da oposição. Há negócios e negócios e certamente a PT só vinha a ganhar com a compra da TVI. A TVI está em alta e é uma empresa que tende a ser cada vez mais rentável. Até o próprio José Eduardo Moniz não vê as coisas da mesma forma que a oposição. Estando a TVI na PT abriam-se novas oportunidades de expansão do canal. A TVI tem tendência em ser cada vez mais importante e tem tido uma venda crescente de produtos nacionais para o estrangeiro o que seria bom para a Portugal Telecom.
Relativamente a este assunto acho cómica a posição de Manuela Ferreira Leite. Faz-me lembrar uma artista de circo que salta de um lado para o outro e volta para o lado onde estava inicialmente quando lhe interessa. A posição desta senhora a concretizar-se a meu ver é um erro. Estamos num mercado onde nada é certo porque hoje a TVI é da Prisa, como amanhã pode ser da PT e no próximo ano da Cofina. São negócios e o Mundo é feito de negócios!
Acho também piada a esta posição de Manuela Ferreira Leite porque esteve num governo que foi um dos autores da falência em que a RTP ia mergulhando (o governo de Cavaco Silva). Depois voltou num governo que teve a sorte de estar no poder quando a RTP se sentiu ainda mais afectada com aquilo que lhe havia sido feito em 1992, e então ficaram como salvadores do canal público.
Em 1992 a RTP era proprietária dos emissores de televisão que actualmente estão na posse da Portugal Telecom. Nesse mesmo ano, pelo surgimento da SIC e futuro nascimento da TVI, foi concretizado esse negócio no qual o Estado prejudicou uma empresa do próprio Estado porque a RTP passou a pagar um aluguer avultado por aquilo que antes era seu, para poder ser emitida em sinal aberto. Outra coisa que é interessante e curiosa é que no mesmo ano em que surge a SIC de Balsemão (PSD), o governo PSD retira a publicidade da RTP2 e durante anos não se pagou à RTP o devido dinheiro que ela deve receber do Estado (as coincidências existem!). Ora isto veio a gerar aquilo que se viu em 2002, ano em que o próprio governo chegou ao cúmulo de pensar fechar a RTP. Mas não, os funcionários manifestaram-se na altura, Jorge Sampaio foi contra esta posição do governo de então e acabaram por convencer o executivo do qual fazia parte Ferreira Leite a darem um passo atrás e a fazerem uma reestruturação da televisão pública. Para tal reestruturação convidaram José Eduardo Moniz. Queriam o micaelense fora da TVI... E esta hein?!
Voltando ao assunto original, gostava de deixar uma pergunta no ar: Se a PT se mostrasse interessada em comprar a SIC de Pinto Balsemão, Manuela Ferreira Leite teria a mesma posição que tem em relação à compra da TVI?

terça-feira, 30 de junho de 2009

Convite

Candidatura de Ana Gomes


Ana Gomes é sem dúvida uma candidata socialista com um grande currículo político. Nas autárquicas que se avizinham é a candidata à Câmara Municipal de Sintra.
Possui um projecto credível. Aposta no futuro desta vila da região de Lisboa. Aberta a ideias, a deputada europeia é sem dúvida uma óptima candidata para garantir a estabilidade da Câmara Municipal de Sintra e colocar a câmara sintrense no rumo certo, saindo assim do desnorte criado por Seabra.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Entrevista à Newsletter do ISCSP

Festas da Praia

As maiores festas do concelho da Praia da Vitória terão, como é habitual, mais uma edição este ano.

Entre 31 de Julho e 9 de Agosto vários nomes vão passar pela cidade de Vitorino Nemésio. Paulo Gonzo, Boss AC, Brand Carlile, João Pedro Pais, Rita Guerra e "Gabriel, o Pensador" são alguns dos cabeças de cartaz.

Brevemente todo o programa poderá ser consultado em www.festasdapraia.com



Cartão AJITER

É sem dúvida uma boa notícia para a juventude terceirense. Vejam o video...

video

A água em Angra

Angra não é uma cidade qualquer dos Açores. É certo que já teve o seu tempo de evolução mas se ela tem o nível que tem hoje é graças aos projectos desde há muitos anos apresentados pelo Partido Socialista e seus candidatos: Sérgio Ávila, José Pedro Cardoso e Andreia Cardoso.
Em Angra temos uma cidade sorridente, madura, com história, cultura, qualidade de vida, que nos últimos anos nunca esqueceu o seu passado mas que anda sempre a preparar o caminho do futuro. Como todas as outras cidades sofre alguns problemas é certo. O mais recente é a falta de água.
Sem dúvida que este constitui um problema grave mas não podemos colocar as culpas no executivo camarário. Hoje em todo o Mundo, há crises de seca, problemas nas condutas ou nas mais diversas fontes que nos fornecem água e que nos obrigam a fazer alguns cortes nesse bem essencial para uma melhor e mais justa distribuição da pouca água existente.
O meio ambiente, muito por nossa culpa, está muito instável. Ora faz sol, ora faz chuva, ora passamos meses sem chuva ou então quando chove, chove muito pouco. Quanto a isto não devemos colocar as culpas no executivo de Angra. Temos sim que culparmos a nós próprios. Quantas vezes não acontece estarmos a escovar os dentes e a torneira está aberta? Quantas vezes não tomam banhos de 20 minutos ou 30 quando o podemos fazer em 5? São atitudes que temos que corrigir.
Nós Açores, que estamos mais afastados de outras regiões por questões geográficas, apesar de ser uma solução cara, devíamos apostar agora na dessalinização da água do Mar. É provavelmente a solução menos agradável pela despesa e lenta destruição de um importante habitat natural. Mas provavelmente não há outras soluções melhores para colmatar os problemas que um clima instável provoca porque nós, enquanto região insular não temos nascentes suficientes para o caso de termos um eventual aumento populacional que podemos registar no futuro e não podemos fazer chegar até nós água de nascentes de outras regiões do nosso país.
É fácil colocar as culpas em alguém que não tem culpa e que apenas tenta resolver este problema da melhor forma. Fazer correr água nas canalizações de uma cidade não fica resolvido com o simples acto de abrir uma torneira.

Praia, abraçando o futuro

Sou orgulhosamente praiense. Hoje em dia estudo ciência política em Lisboa e como o leitor deve perceber ando entre Lisboa e Terceira.
Cheguei a Lisboa há pouco mais de um ano e meio e tento ter ao máximo uma maior dedicação nos assuntos políticos que envolvem a cidade de Lisboa nunca tirando a atenção daquilo que se passa na minha cidade de origem. É interessante observar a disparidade entre os problemas da capital de Portugal e as pequenas grandes cidades açorianas. Compreende-se logo à partida o “porquê?” de serem tão díspares e tão diferentes pois as dimensões não se comparam.
Enquanto em Lisboa o assunto pode ser o metro cheio de água quando chove como acontece e não se compreende, na nossa praia o assunto pode ser, como foi nas últimas semanas de 2008, o encerramento do eternamente nosso “Café Terezinha”.
Gosto de observar as realidades das duas cidades. Por Lisboa podemos ter um passeio que às vezes é desmotivador porque na esquina de uma rua podemos encontrar um pedinte sem pernas, no metro, um pedinte que é cego, na rua do politeama, um pedinte terceirense que sempre que o vejo, para espanto da minha companhia, vou cumprimentá-lo e dar uma esmola. É desmotivante e dá-nos a noção do tamanho da nossa impotência perante estas situações porque 1€, 2€, 5€, 10€, 15€, 20€, uma sandes ou um sumo não vai resolver para sempre o problema daquela pessoa, vai simplesmente e só ajudá-la.
Pela Praia passeio quando lá vou e é um passeio motivador porque problemas como os que citei anteriormente não são tão evidentes embora possam existir. Ter passeado pela Praia nas minhas últimas férias encheu-me de orgulho porque passeia-se num meio onde a vida social é bastante boa. O Presidente preocupa-se com as pessoas pobres, o Presidente ajuda-as e as mais diversas associações estão perto delas ajudando-as como podem e no que podem ajudar.
Olho a Praia e vejo ali um belo futuro porque lá não nos preocupamos em deixar a porta fechada porque podemos ser assaltados se estiver aberta; não olhamos a outra pessoa e dizemos para nós “parece-me que este gajo me vai assaltar”. Nada disso! Embora estejamos sempre precavidos, são situações que felizmente ou infelizmente acontecem esporadicamente. O que constitui um grande problema para a Praia e para os praienses é o fim da geração Rocha na gestão do mais antigo café da cidade. Gerência esta que teve termino no final do ano pela já longa idade dos antigos proprietários. Que belo café… vai deixar saudades!
Um pouco mais a sério… é óbvio que a praia tem Problemas verdadeiros e que nos últimos 4 anos têm sido resolvidos da melhor forma possível desde que Roberto Monteiro assumiu os comandos da cidade. Hoje: ouve-se os funcionários da câmara para se atingir determinados objectivos, noutros tempos chegava-se à câmara e nada disso acontecia. Hoje passeio pela cidade sabendo que vou ter uma piscina anexada à Escola Secundária Vitorino Nemésio; que tenho transporte no centro da cidade; que está a ser construída a tão prometida avenida; que as freguesias têm verdadeiros apoios e não meras promessas; sabendo que tenho condições para aceder aos mais diversos locais da cidade para observar paisagens paradisíacas da nossa ilha; sabendo que as pessoas do Bairro Joaquim Alves estão sendo alojadas em casas com melhores condições e que há muito foram prometidas; passeio sabendo que vou ter mais e melhores locais para a juventude, ou mesmo sabendo que posso apresentar um projecto à Câmara recorrendo ao Gabinete de Apoio ao Investidor ou formar uma associação para intervenção na sociedade local e ser apoiado pelo Fundo de Coesão Rural.
Hoje nota-se claramente que a Praia preocupa-se com questões sociais como proporcionar as melhores condições para os jovens, tirar as pessoas pobres da pobreza ou pelo menos dar-lhes uma vida mais digna. Preocupa-se em dar um sorriso aos nossos idosos quando lhes dá um cabaz, quando leva a casa deles a assistente social demonstrando preocupação em saber como estão.
É esta a nossa diferença com Lisboa. Na Praia trabalha-se para o bem da comunidade em geral, para o bem de todos e de cada um. Esta é a Praia abraçando o futuro.

*Texto da minha autoria publicado no espaço "Opinião Convidada" do blog: www.inconcreto.blogspot.com e no jornal terceirense "Diário Insular"

Prós e Contras

Recentemente participei no programa da RTP, "Prós e Contras", em respresentação do Instituto Superior de Ciências Socias e Políticas. Entre os convidados do programa estava o Dr. Mário Soares.

video

Açores


Sinónimo de Natureza
Rodeado de Mar
Amigo de beleza
Pai de um verdejante imenso
E de um povo maravilhoso.

Açores…
Sinónimo de pássaros
De descanso
Onde não há o desassossego de Lisboa.
Onde prevalece a paz
A festa
A cultura
A alegria
E o verdadeiro descanso.

Açores…
Que sorriem para o mar
Que se cruzam com ele.
Açores…
Açores.